Como uma indústria treina, ativa e influencia
90 mil pontos de venda sem multiplicar a operação.
A CIMED tem o problema mais bonito que uma indústria pode ter: capilaridade. Está em 98% das farmácias do Brasil, faturou R$ 3,6 bilhões em 2024 e vendeu R$ 1 bilhão só no primeiro trimestre de 2026, com sell-out crescendo 25% sobre o ano anterior.
O que vem depois da capilaridade é mais difícil. Quando você está em quase todo lugar, o próximo ganho não vem de abrir mais um PDV. Vem de fazer cada PDV vender mais. E quem decide isso, na ponta, é uma pessoa só: o balconista.
O balconista recomenda, posiciona, aceita ou recusa o display, sugere a marca certa para o sintoma certo. É a última fronteira entre a indústria e o consumidor, e a única que verba de mídia não compra com eficiência.
O modelo tradicional para resolver isso é trade marketing intensivo em pessoa: visita de promotor, treinamento presencial, materiais impressos. Caro, lento e operacionalmente impossível em 90 mil PDVs espalhados pelo Brasil. A pergunta que chegou na mesa do CMO foi direta: como ter presença educacional consistente em todas as 90 mil farmácias, sem multiplicar a folha de promotores por dez?